Patagônia, um sonho de criança!

Todos nós temos algum sonho guardado na memória, eu não sou diferente, desde muito jovem pratico atividades ao ar livre, com o passar dos anos a paixão pela natureza em si só tem aumentado. Quando criança adorava sair caminhar pelo interior, pelas matas e rios na região da serra gaúcha, com o passar do tempo, eu percebi o quanto tenho apreço para as coisas simples da vida.

Não sei dizer a quanto tempo tenho a região patagônica dentro da minha cabeça, lugar de incalculáveis belezas naturais. Quando abro o navegador da internet, e vejo as fotos deste lugar tão incrível, logo me imagino nesta imensidão, caminhando pelas trilhas, explorando todo o dia um lugar diferente. Sonho tão intenso este, que seria o lugar onde gostaria de morar. Muitas pessoas que conheço e converso, sempre dizem que tem dúvidas sobre o lugar onde elas querem viver quando se aposentarem, sempre existem duas possibilidades, morar na beira do mar ou em uma casa na beira do lago, no interior de uma cidadezinha pouco badalada, eu já prefiro sonhar e almejar morar na Patagônia.

Como posso ser atraído por um lugar que nunca estive e ter tanto carinho e apreciação por um lugar tão inóspito e de beleza tão pura, a cada ano que passa minha vontade de ir e explorar estas terras só aumenta. Muitas pessoas me perguntam o motivo dessa paixão, não sei explicar, só sei que vou ir, sei que esse sonho está próximo e logo se tornará realidade.

Por algum tempo venho acumulando fotografias, relatos de amigos que fizeram viagens para lá, e muitas outras informações sobre toda a região da Patagônia, compartilho com vocês aqui um pouco da minha paixão!

Abaixo as fotos que me inspiram:

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Esse vídeo feito pela produtora LoungeV, mostra essas paisagens em uma qualidade surpreendente, com 4k de resolução.

Com uma natureza mística e atraente, a região tem de sobra diversidade e beleza que impressionam até mesmo aos mais experimentados.
Na região dos Andes, reinam os esportes de inverno, a pesca esportiva, a navegação por glaciares milenares, trekking por gelos continentares, acampamento, escalada, montanhismo, na qual, a ritmo forte, cresce uma impressionante oferta para o turista: hotéis de até 5 estrelas, estâncias, simples ou luxuosas pousadas, refúgios e cabanas.

Ao leste, a costa atlântica atinge sua máxima glória na Península Valdez , espécie de mega zoológico natural ao que os elefantes marinhos, os pinguins, os lobos do mar e, sobretudo, as baleias francas austrais, chegam a cada ano para acasalar ou ter suas crias.

No extremo sul, no fim do mundo e separada do continente, sobressai a Ilha Grande da Terra do Fogo, com seus parques e centro de esqui, também ponto de partida para cruzeiros a Antártida.

É possível praticar as seguintes atividades em toda a Patagônia: pesca, esqui, montanhismo, cavalgadas, trekking, caça, golf, excursões em 4X4, navegação, observação de flora e fauna, mergulho, safáris fotográficos, visita a grutas rupestres, parques nacionais, glaciares, fósseis de dinossauros, bosques de árvores únicas no mundo, inclusive petrificadas, museus, estâncias de campo, etc… E sem falar no excelente mundo gastronômico que você vai desfrutar depois de um extasiante dia de aventuras na Patagônia.

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Se você gosta de colocar a mochila nas costas e desbravar o mundo, veja a seguir uma das diversas trilhas que podemos fazer nesse lugar tão mágico.

Huella Andina:

Huella Andina (Pegada Andina) é a primeira trilha de grande trajeto da Argentina e abrange um total de 577 km. Une Villa Pehuenia e a zona do Lago Aluminé, em Neuquén, com a área de Baguilt, na província de Chubut. Passa pelas imediações das localidades de Junín de los Andes, San Martín de los Andes, Villa Traful, Villa La Angostura, San Carlos de Bariloche, El Bolsón, Lago Puelo, Epuyén, Cholila e Esquel. Um percurso que atravessa, ainda, os parques nacionais Lanín, Nahuel Huapi, Arrayanes, Lago Puelo e Los Alerces, reservas provinciais, terras estatais e privadas.

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O silêncio que reina na trilha é interrompido somente pelo cantar dos pássaros e pela queda d’água de alguma cascata refrescante que convida ao descanso. A imensidão da paisagem torna cada passo uma oportunidade para contemplar a beleza da natureza, para sentir a brisa fresca da Patagônia no rosto e simplesmente, respirar o ar mais puro. Todas as trilhas conduzem a um lugar: o reencontro consigo mesmo.

Para a montagem da rota central foram utilizados caminhos e trilhas preexistentes, com o intuito de valorizar os recursos naturais e culturais por meio de uma atividade de baixo impacto ambiental. Os trechos da trilha conectam as principais localidades turísticas da área, garantindo a disponibilidade de serviços de hospedagem e outros serviços turísticos de todo tipo.

Algumas fotos da trilha Huella Andina:

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Como chegar a Patagônia:

Localizada na América do Sul, a Patagônia possui ótima conectividade tanto por via aérea quanto terrestre e marítima.

Por via aérea:
De Buenos Aires, capital da República Argentina, saem voos a todos os destinos turísticos da Patagônia com alta frequência diária. Atualmente as companhias aéreas que conectam o sul argentino são: Aerolíneas Argentinas, LAN Airlines, Andes Líneas Aéreas.

Por terra:
Com carro particular: o trajeto mais conveniente para chegar à Patagônia dependerá do ponto de partida. Existem duas rodovias extensas que atravessam a região de norte a sul – a Ruta Nacional Nro 3 e a Ruta Nacional Nro 40 . Na seção de Circuitos sugerimos alguns percursos tomando estas rodovias como eixo. Deverá levar em consideração que, se for transitar pela região no inverno, as estradas costumam estar nevadas, motivo pelo qual será preciso tomar as precauções pertinentes.

Para informar-se sobre o estado das rodovias, sugerimos acessar: www.vialidad.gov.ar

De ônibus:
Existem múltiplas opções para chegar à Patagônia utilizando ônibus de longa distância. Há uma grande quantidade de empresas que conectam os destinos da região saindo de todas as cidades do país. Também é grande a oferta de serviços entre localidades patagônicas, o que permite conhecer vários destinos em uma mesma viagem.

Por mar:
Uma opção que oferece uma perspectiva diferente da Patagônia são os cruzeiros turísticos. Há uma grande variedade de opções para embarcar em um navio em Buenos Aires ou no Chile e visitar diversos portos da região, tendo acesso aos atrativos turísticos dessas localidades. No verão pode-se chegar inclusive à Antártida

Expresso Patagônico – La Trochita

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O Velho Expresso Patagônico é um trem de rastro estreito, estilo Decauville. Chegou a Esquel no ano 1945 e suas locomotoras datam de 1922. Alguma vez cumpriu uma função social e comercial; hoje é parte de um circuito turístico que valoriza o patrimônio ferroviário da Argentina. Seu traçado tem 400 km de extensão e comunica as cidades de Ing. Jacobacci, no Estado de Rio Negro com Esquel, no Estado de Chubut.

A locomotora empreende a marcha e enquanto os trilhos se afastam das montanhas, a paisagem da Patagônia rural ganha um lugar predominante. O percurso termina, 18 km depois, em Nahuel Pan, onde uma comunidade mapuche-tehuelche o recebe no Museu das Culturas Originarias e na Casa das Artesanais. A volta será por volta do meio-dia, junto a um chocolate quente no belíssimo carro-bar em ‘La Trochita’, um trem onde viajam passageiros… e lendas.

Dados úteis: Durante o verão o trem sai às quartas-feiras e aos sábados; no inverno, somente aos sábados. Em ambos os casos tem uma única frequência diária. Para saber acesse Patagônia Express.

Se você busca uma conexão a mais com a natureza e consigo mesmo, este é o seu lugar, descubra!

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 Veja também: Greater Patagonian Trail – A trilha mais longa da América do Sul

Texto: Luís H. Fritsch

2 Comentários

  • Cláudia Matos,

    Boa tarde

    Gostei muito do seu comentário no seu blog.

    Abraços!

    Cláudia Matos do Intelimax

  • Silvio Moser,

    “Como posso ser atraído por um lugar que nunca estive e ter tanto carinho e apreciação por um lugar tão inóspito e de beleza tão pura…”

    Amigo, sinceramente uma lágrima escorreu ao ler os primeiros parágrafos. Me vi neste seu texto, também é um sonho a patagônia, um dia me vou. Grande Abco, Silvio Moser

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