Acordamos às 5 da manhã no quarto do Hostel Calafate que mais parecia o deserto do Saara de tão quente que estava devido à calefação no piso, o Paulo registrou 33 graus. Deixamos tudo pronto na noite anterior antes de ir para o berço. Para nossa sorte havia um pequeno desjejum servido no hostel antes da nossa partida. O ônibus da agência Always passou pontualmente às 05h30min para nos apanhar. Voucher na mão, tudo certo, embarcamos rumo às Torres Del Paine. Uma viagem que dura cerca de 5 horas com apenas uma parada num posto para esticar as pernas e comprar alguma guloseima. O caminho até a fronteira com o Chile é muito bonito, estradas com retas intermináveis e como o tempo estava bom, já conseguimos avistar no horizonte aquilo que seria nosso quintal pelos próximos seis dias, Torres Del Paine visto de longe já se mostrava espetacular. Para chegar ao Chile é necessário passar pela aduana Argentina de Rio Turbio e depois fazer um novo “permiso” (visto para entrada no país) na Aduana Chilena de Cerro Castillo. É proibida a entrada no país com carnes e frutas frescas, não tem jeito, toda bagagem é verificada e eles revistam mesmo.

Em seguida, recebemos orientações de um guia local que falava em inglês e espanhol ao mesmo tempo, pouco se entendia, mas o cara era gente boa. Fomos orientados a ir num café logo à frente para cambiar reais ou dólares por moeda Chilena e nos falou sobre os valores que deviam ser pagos para entrar no Parque Nacional de Torres Del Paine. Após fazer os procedimentos indicados, pegamos nossa bagagem e passamos para um micro ônibus juntamente com outros turistas de diversas partes do mundo, recebemos um pequeno lanche com um sanduíche, barras de cereal e uma água mineral, este foi nosso almoço naquele dia.

Antes de chegar ao Parque Nacional, fizemos duas paradas para fotos, e, diga-se de passagem, duas paradas sensacionais, a primeira nas margens do Lago Sarmiento que apresenta uma visão frontal do maciço Paine simplesmente espetacular ao fundo das águas azuis do lago. Uma visão incrível!

 

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Laguna Amarga.

A segunda parada foi na Laguna Amarga, outro lago com o maciço Paine ao fundo, porém este com águas numa coloração verde sem igual. Aqui tiramos algumas fotos como esta que aparece ao lado e já sentimos uma pequena amostra do vento patagônico. Este pacote que compramos da Always foi a nossa sorte grande, se não tivéssemos optado por esta programação não teríamos tido a sensacional visão frontal do maciço Paine, pois tanto fazendo o circuito “W” quanto o “O” a gente caminha pela base das montanhas e não é possível ter a visão do ângulo que tivemos no Lago Pehoé ou da Cachoeira Salto Grande, por exemplo. Neste passeio pré- caminhada percorremos de micro toda parte frontal do maciço e como o tempo estava muito bom, conseguimos tirar muitas fotos de locais como Los Cuernos, Paine Grande, Lago Nordenskjold, Salto Grande e Lago Pehoé.

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Maciço Paine vista do Lago Pehoé.

Nosso passeio da sorte terminou por volta das 16 horas, na portaria do parque e como ainda era cedo resolvemos iniciar nossa caminhada ali mesmo, foram 7 km de estrada até o Refúgio Central e acampamento Camping Torres, na verdade, nossa ideia era ir até o acampamento Chileno, porém, fomos informados que seriam mais 2 horas de caminhada até lá e como a noite estava próxima optamos pela prudência e não arriscamos. Pagamos 6 mil pesos chilenos para acampar no Acampamento Camping Torres e fomos ao refúgio central encontrar alguma tomada para recarregar as baterias da máquina fotográfica.

Começam os preparativos para o nosso primeiro jantar no acampamento. Percebi que havia esquecido meus talhares e os travesseiros infláveis. Após ferver a água no fogareiro – o desastre –, deixei cair na grama quase meia panela de massa, uma cena muito engraçada, o Paulo ria muito. Como o tempo estava bom combinamos de acordar às 4 da madrugada para fazer o “ataque” às Torres, assim, após comer a outra metade da massa que sobrou fomos para a barraca descansar.

Transcrição do diário da viagem por: Cristiano da Cruz e Paulo Adair Manjabosco

Data do Relato: 15 a 30/03/2014

Texto e Fotos: Cristiano Da Cruz

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Contato: www.indiadabuena.com.br

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